Wednesday, August 29, 2007

Bem prega Frei Tomás

Vamos assistindo, há uns tempos a esta parte, nos meios de comunicação social de modo particular nos televisivos, a uma série de artigos e debates sobre os problemas económicos portugueses, de modo particular, como resolver o chamado "défice crónico".
Basta estarmos atentos e verificamos que são sempre os mesmos e qual varinha mágica, todos eles ou quase, apontam como solução milagreira a redução dos vencimentos da função pública bem como a sua reestruturação, ou seja, os despedimentos na função pública, ainda que indiscriminados.
E não é que esses senhores falam "ex cátedra", dando a entender que o que se passa é uma obra maquiavélica engendrada por outros, lavando as suas mãos como Pilatos, esquecendo-se que todos ou quase todos tiveram responsabilidades ao mais alto nível nas áreas económico/financeira deste país. Como se isso não bastasse, usufruem, hoje, de vencimentos principescos ou então de chorudas reformas, que se tornam ofensivas à dignidade do mais comum dos mortais.
Com efeito, como estamos na Era do Global, os mesmos discutem tudo; economia, educação, comunicação e outros conhecimentos, pois são os donos do saber universal. Estes, trazem-me à memória um texto de Rabelais, em Carta de Gargântua a seu Filho Pantagruel (1532), onde diz: "Quanto aos factos da natureza, quero que te dediques com curiosidade e que não haja mar, nem rio, nem fonte de que não conheças todos os peixes, todas as aves, todas as árvores e arbustos, todas as ervas da Terra; todos os metais escondidos no profundo dos abismos, as pedras do Oriente a Ocidente (...). Que nada te seja desconhecido".

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