Tuesday, August 21, 2007

A Justiça Portuguesa

Nos últimos dias, temos sido, constantemente, bombardeados com notícias sobre investigações a agentes do M.P, alegadamente ligados ao F.C. Porto. Como não podia deixar de ser, tais investigações concentram-se no Norte de Portugal e sobretudo no Porto. Parte-se do princípio que esses agentes são portistas e que estiveram ligados ao apito dourado e , por isso não agiram imparcialmente no arquivamento dos processos, relativos ao Senhor Pinto da Costa. Partindo deste princípio, e uma vez que seis milhões dos portugueses são benfiquistas, seguindo as regras da proporcionalidade, pelo menos 1/6 dos juizes em Portugal, deveriam estar sob suspeita, o que, felizmente, não acontece.
Contudo, neste caso, isto até nem é o mais importante.
Com efeito, seguindo esta lógica, tornam-se lícitas as seguintes perguntas:
- Como pode acrediar-se na justiça, quando os seus agentes, são os próprios a desacreditá-la?
- Será que determinados agentes do M. P. duvidam da bondade das decisões dos seus pares?
- Se é assim, como se pode exigir(pedir), que os outros acreditem?
- Acaso, serão os juizes deLisboa mais justos, mais honestos e sérios do que os do Porto?
Depois uns, acenam-nos com o eterno fantasma da divisão entre o Norte e o Sul e outros, quais arautos da verdade, procuram incutir, nos que os ouvem, a obrigação de que devemos acreditar, piamente na justiça.
..... Na deles.

1 comentários:

Carlos Ponte said...

Marinho, ouvi dizer que estão a construir uma nova ala na cadeia de Custóias para o pessoal do apito. Eu não acredito mas, neste caso estou como os galegos com as bruxas.
Estava a brincar.
Um abraço e até breve