Esta decisão, é mais uma para enganar e criar impacto na opinião pública, pois só veio confirmar o que, na prática, já vigorava. Com efeito, partindo do princípio que os professores que se reformem até 2011, se encontram, actualmente, no 10º escalão, o que na maioria dos casos é uma realidade, os efeitos da avaliação, seriam sempre nulos, pois jamais poderiam progredir na carreira, a não ser que haja uma Revisão do Estatuto da Carreira Docente.
Quanto à avaliação dos professores, o problema da educação em Portugal é muito mais profundo, pois os professores, jamais se negaram a serem avaliados. Importa referir que o Estatuto da Carreira Docente, agora defunto, na versão inicial, para progredir do 7º para o 8º escalão, obrigava os professores à elaboração de um trabalho de natureza científico/pedagógica, a defendê-lo, perante um júri nacional, bem como do currículo e sua defesa. Acontece que aqueles que acabaram com esta avaliação, no tempo da governação do Senhor Eng. Guterres, arvoram-se, agora, em iluminados, defensores da transparência e da justiça (a deles, v. os casos do BPN, BPP...) e tentam impingir um modelo de avaliação que não serve nem aos pais, nem aos professores e, sobretudo, em nada contribui para o bem dos alunos e da comunidade educativa, em geral.
Isto que o Conselho de Ministros, hoje, aprovou não passa, mais uma vez de uma tentativa, para dividir os professores e deitar poeira e intoxicar a opinião pública.
Outro ponto importante é o aumento, a partir de Janeiro, de cerca de 50% dos gestores das escolas e isto, porque os que se encontram, neste momento, em funções são da sua confiança, pois foram nomeados pelo próprio ministério da educação. Para isto há dinheiro.
Onde isto chegou!.....
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1 comentários:
Bons ventos te tragam Marinho. Já não era sem tempo. Espero que agora não desapareças durante tanto tempo.
Sobre a equipa maravilha é como dizes: dividir para reinar. Eles ainda as hão-de pagar.
Um abraço e Bom Natal.
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