Muito se tem discutido sobre a avaliação do desempenho dos professores.
Porém, quando se verificou que este modelo de avaliação era injusto, absurdo e, por isso, desajustado ao contexto escolar, dever-se-ia pura e simplesmente eliminá-lo e tentar elaborar um totalmente novo , como aliás, parece estar a fazer-se.
Contudo, as mentes brilhantes do ministério da Educação deste governo e, diga-se de passagem, de alguns professores, principalmente avaliadores, esta verdadeira peste, pior que a peste negra, quando matou milhões de pessoas, esta fobia avaliativa, foi desgraçadamente o que de pior podia acontecer a todos aqueles que, não olhando a meios e sacrifícios, sempre trabalharam e lutaram por uma Escola de sucesso.
Tudo isto foi muito mau para as escolas, porque o mal-estar criado pela tentativa de pôr em prática o dito modelo de avaliação continua, uma vez que não se cortou o mal pela raiz, tal praga, continua a minar e a criar uma desconfiança, nunca vista, entre a classe docente.
Se o modelo era mau, uma vez que se chegou a tal conclusão, não deveria continuar e, assim, evitar-se-iam os efeitos devastadores que os seus resultados estão a ter entre os professores.
Senão, vejamos:
Como pode numa escola onde os resultados dos exames do 9º ano foram os melhores do distrito, o director ser avaliado com um bom?
Isto justifica-se, porque os avaliadores do ministério são e medíocres e incompetentes e, já
que se trata de uma cadeia hierárquica, o mal estende-se desde o vértice da pirâmide até à sua base.
Isto é, o ministério dá bom ao seu subordinado, o gestor.
De seguida, o gestor que superintende os docentes da escola, toda aquela cambada(isto é a brincar), vai atribuir-lhe uma classificação superior à sua? E mais, é surrealista: dentro do bom, atribuir, uma nota quantitativa de 8 ou 7, pois todos nós sabemos, que esta distinção vai criar fortes constrangimentos e injustiças.
Gostaria ainda de sublinhar que por muito que se queira depreciar o trabalho dos avaliadores, há que ter em consideração que os mesmos, ainda que ingenuamente, mas cheios de boas intenções, deram o corpo ao manifesto com reuniões, com grelhas e mais grelhas, inúteis, mas fizeram-nas, obedeceram, trabalharam. Pode dizer-se que acabaram grelhados
Resumindo e concluindo:
Depois de finada, a outrora dita ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que colocou as escolas em estado de coma, segue-se-lhe outra, que de educação, só deve conhecer o nome. Mas ela também só faz que faz, quem faz é o chefe.
Coitados dos professores, o que mais lhes havia de acontecer.
Oxalá isto melhore, pois, caso contrário, também acabamos todos grelhados.
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